domingo, 3 de fevereiro de 2013

Feira de adoção busca novos donos para animais vítimas de maus tratos

O Abrigo Flora e Fauna promove a feira semanalmente. 
No primeiro sábado do mês, o foco são cães e gatos abandonados
Publicação: 02/02/2013 17:31
 
A campanha de doação mobiliza a 108 Sul
Espuletas, alguns filhotes arriscam pulos e fazem gracinhas para ganhar um colo e, quem sabe, um dono. Já os mais quietos se enrolam em panos e cochilam mesmo em meio a um burburinho de crianças pedindo para os pais adotá-los. Em comum, esses cachorros e gatos que sofreram maus tratos ou foram abandonados, buscam um lar. A maioria foi acolhida e resgatada por Orcilene Arruda de Carvalho, que fundou, há oito anos, o Abrigo Flora e Fauna e dedica a vida aos cuidados desses bichos.

Todo primeiro sábado do mês, Orcilene traz em sua kombi, lá do abrigo – uma chácara no Novo Gama –, os cachorros e gatos para adoção. A feira é montada, há cerca de três anos, ao lado do Pet Shop Di Petti, na entrequadra da 108 Sul. Com a ajuda de voluntários, como a da socióloga Beatriz Lobo, 51, conseguem que alguns ganhem um novo lar. É lá também que elas recebem doações de rações, remédios e jornais.

Alguns são vítimas de violência. “Já peguei uma cadela amarrada a uma árvore com os filhotes sem água e sem comida”, lamenta Orcilene. “Acho que o mais importante, ao levar um animal de estimação para casa, é ter responsabilidade, não abandonar e dar a assistência necessária”, avalia Orcilene, que tem, no abrigo, cerca de 200 gatos e 250 cães que consomem 1 tonelada de ração por mês. “Eu fico impressionada com a capacidade do homem de fazer o mal e abandonar um cachorro amarrado para morrer. Não consigo conceber isso”, conta a voluntária Beatriz.

Este foi o primeiro sábado que a feira só colocou para adoção os animais do abrigo. “Tem que ter um dia só para eles porque, se não, levam os outros cachorros. Esses ficam e voltam para o abrigo”, comenta. Os pequeninos chamam a atenção de passantes, crianças e de protetores de animais que, por conta própria, vão ao pet shop, compram remédio e cuidam de filhotes.

É o caso da jovem antropóloga Raquel Lima, 25. Ao passar pela feira, notou que um dos cachorrinhos estava com carrapato. Comprou remédio e tratou o do bicho. “Sempre venho nessa feira e ajudo. Trago ração, levo remédio e ajudo a divulgar”, conta. “Faço isso porque vi o trabalho dessas ONGs e o aperto que elas passam. Hoje, não cogito possibilidade de comprar cachorro sabendo que posso adotar”, completa.

A proprietária do Pet Shop Di Petti também se aliou à causa e vende a ração a preço de custo para quem for doá-la. Também dá descontos nos utensílios como potes e coleiras para as pessoas que adotaram os animais na feira. “Acho que as pessoas estão começando a mudar o conceito de só querer um animal de estimação de raça. O amor está falando mais alto”, observa. “Adotar é uma ato de amor e de responsabilidade”, acrescenta.

Novo lar
O casal de Porto Alegre, Bruno Rodrigues, 24 e Brunna Penna, 20, se encantaram com um dos filhotes de cachorro e decidiram levá-lo. “A gente viu no Facebook o trabalho deles e ficamos abismados com o tanto que eles cuidam e ajudam e decidimos adotar em vez de comprar”, explica Brunna. “É bom porque estamos ajudando”, avalia o marido Bruno.

Diana, indecisa: "São todos lindos"
A estudante de direito Diana Stephanie, 24, também estava determinada a só sair de lá com um novo companheiro. “Quero adotar porque vejo o tanto que sofrem e que são largados por aí. Melhor vir aqui porque pelo menos ajudo, mas são todos lindos”, diz ela, indecisa.

Para adotar o cachorro ou gato, os novos donos devem ter comprovante de residência e RG. Além disso, preenchem um contrato. O abrigo, caso os donos não tenham dinheiro suficiente, banca a castração. A recomendação é que, logo após a adoção, os novos “pais” façam um check up do bichinho e dêem as vacinas indicadas pelo veterinário.

Uma das maiores campanhas do abrigo nas redes sociais atualmente é pela adoção de um cachorro que foi baleado e está hoje em uma cadeira de rodas. “Ele é muito fofo, mas espera por um lar desde o ano passado”, conta a voluntária Beatriz.

Serviço
A feira de adoção ocorre todos os sábados, das 11h às 16h, na entrequadra da 108 Sul, ao lado do pet shop Di Petti. No primeiro sábado de todo mês, no entanto, a feira fica restrita apenas aos animais do Abrigo Flora e Fauna.

Doações
Os interessados em ajudar podem doar ração, jornais e remédios ao abrigo
É possível entrar em contato por telefone (9842-5461), e-mail ou site

Citérios para adoção
*Ter mais de 18 anos de idade e independência financeira;
*Portar documento de identidade com foto e comprovante de residência;
*Caso more com pais ou responsáveis, deve trazê-los ao local da feira para que estejam cientes da adoção;
* Será feita uma entrevista, e será entregue o Termo de Adoção Responsável p/ o preenchimento dos dados e assinatura do adotante. 

3 comentários:

  1. Interessante, existe uma publicação de Cecília Pinto Coelho neste site mas não se sabe onde o artigo foi publicado e quem e essa autora. Fazem uma feira para adoção mas só uma vez por mês. E só se pode visitar o abrigo uma vez por mês. Para quem tem dezenas de cães para dar em adoção parece pouca vontade de disponibilizar.

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  2. Não entendi seu comentário, mxblyxky.
    Pode explicar que artigo é este que você se refere, e o que exatamente quer dizer com seu comentário? Grata.
    Só para constar, provavelmente você não deve estar se referindo ao Abrigo F&F, quando fala em feira uma vez por mês, e sobre a "pouca vontade de disponibilizar" (?), já que é de conhecimento geral e está explícito em várias postagens deste site, fanpage, e outro tantos veículos de divulgação na internet, que as feiras de adoção do Abrigo Flora e Fauna são semanais, aos sábados e, agora, aos domingos - eventualmente. Os eventos de adoção e mutirão são divulgados toda semana por aqui.
    Quanto as visitas ao abrigo, ocorrem todo último domingo do mês por uma questão de organização, já que o abrigo, que depende de voluntários para absolutamente tudo, não pode ficar parando seus trabalhos diários - e não são poucos, para atender um ou outro visitante, na hora que essas pessoas quiserem aparecer, por isso, o abrigo fica aberto a todos que queiram conhecer e ajudar, sempre num dia específico, no caso todo último domingo de cada mês. Assim, mais pessoas se juntam e aparecem para ajudar, colocam a mão na massa mesmo e em grande quantidade. ;)
    Enfim, desnecessárias minhas observações, já que creio que você tenha tido tbm a boa vontade de ler o que tem disponibilizado neste site, e talvez até comparecido a alguma feira deste abrigo ou quem sabe até no próprio abrigo, e caso não, sinta-se à vontade para conhecer e poder ajudar, quem sabe.

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  3. Assim, Cecília Pinto Coelho é uma jornalista, que publicou esta reportagem que vc comentou no Correio Braziliense, conhece?
    Tem a fonte no fim da postagem: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2013/02/02/interna_cidadesdf,347496/feira-de-adocao-busca-novos-donos-para-animais-vitimas-de-maus-tratos.shtml#.UQ1_aeEhaMU.facebook

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